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As cozinhas e as autarquias

by em 07/01/2009

Tenho ouvido esta analogia para comparar duas abordagens diferentes no que diz respeito às estratégias de sistemas de informação das organizações. Também das autarquias. Apresento-a aqui para passar a mensagem da importância de um sistema de informação planeado, com estratégia, e executado de acordo com estes objectivos.

O racional é simples.

Sempre que queremos preparar uma refeição (ou dispor de uma solução), ou nos integramos numa “cozinha” já existente ou compramos um fogareiro a gás.

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O resultado é simples. À medida que vão sendo necessárias novas refeições (novas soluções), cada vez temos mais e mais fogareiros.

No final do dia temos um conjunto de fogareiros que – todos juntos – não são comparáveis a uma cozinha profissional, planeada e executada segundo um objectivo e uma estratégia.

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Dependendo da “refeição” que se pretenda preparar – ou dos serviços que se queiram prestar – a cozinha pode ser mais ou menos adequada à função. Para uma grande refeição, com muitos “convidados”, é mesmo necessário uma cozinha a sério. Qualquer restaurante que sirva casamentos sabe isso.

Um monte de fogareiros

Dito assim é fácil de entender… mas de facto, por esse país fora vêm-se muitas vezes sistemas de informação que são apenas e somente “aglomerados de fogareiros” que isoladamente vão cumprindo a sua missão, mas que de facto, em conjunto não são lá grande coisa para uma grande refeição.

A conclusão que queria chegar é que de cada vez que uma autarquia pretenda adquirir um sistema de informação, equacione se está a adquirir um fogareiro, ou uma parte de uma cozinha devidamente arquitectada.

Da próxima vez que lhe forem vender uma solução, veja se não está a comprar mais uma botija de gás para um outro fogareiro.

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Basta uma botija – com a dimensão suficiente.

Planos para cozinhas

Há planos para cozinhas mais avançadas que estão disponiveis utilização imediata. Deixo aqui um link para o Citizen Service Platform. Um plano de cozinha documentado, testado, disponivel para parceiros e clientes.

O plano geral desta nova “cozinha” é conforme se mostra.

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Com uma plano de arquitectura definido.

Com soluções integradas.

Com capacidade de acolher novas aplicações integradas nesta infra-estrutura.

Com uma tecnologia provada, com suporte e capacidade do mercado a operar (tanto em termos de empresas, como em termos de profissionais certificados).

Com integração multi-dispositivo.

Com integração multi-canal.

Onde:

  • Os eleitos interagem com soluções de apoio à gestão autárquica.
  • Os funcionários e os departamentos colaboram entre si, com informação a circular entre os vários intervenientes de uma forma conveniente.
  • Os munícipes interagem com a autarquia e os com os seus serviços de uma forma segura, disponível 24×7 e acessível a partir de qualquer ponto e em qualquer dispositivo.

Fica a reflexão.

Um Comentário
  1. Aqui está uma boa forma de retratar a realidade dos sistemas de informação.
    Não são só os SI municipais que padecem desta maleita pois, mesmo que haja um plano, concebido para garantir que se cumpram todos os requisitos identificados, é impossível evitar que “alguem” decida, a determinada altura, adquirir um fogareiro.
    Tal acontece porque há fogareiros à venda com o apoio de grandes empresas.
    Estas, com o objectivo de vender cada vez mais, ignoram os planos existentes.
    Não deveriam esta empresas ser as primeiras a impor que se evitem fogareiros?

Os comentários estão fechados

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