Resultado do inquérito dos serviços online
Em Fevereiro lancei este inquérito para aferir de que forma as pessoas (os internautas) conheciam e usavam os serviços online das respectivas autarquias. Mais de 200 leitores da Autarquia Digital responderam.
O resultado (não surpreende) aponta para duas conclusões muito importantes:
- 48% das pessoas não sabe que eles existem. Falta claramente, uma estratégia de comunicação e informação que dê a conhecer estes serviços. Melhores ou piores, mais ou menos eficazes, as pessoas nem sabem da sua existência. É fundamental comunicar estes serviços.
- 30% afirma claramente que poupam deslocações. Isto é muito significativo. Na medida em que se resolver o problema do ponto anterior, a eficácia destes serviços pode “explodir” e dar-lhes um papel decisivo
- Uma minoria (21%) refere alguma desconfiança.
Uma ilação deve ser retiradas destes resultados. Comunicação, precisa-se.
Um Comentário
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Se levarmos também em consideração que o inquérito foi realizado entre internautas (que representam apenas 42% da população portuguesa, segundo os últimos dados da UMIC) podemos entender que, ao contrário do que os políticos e consultores gostam de dizer, os serviços online têm um papel secundário na rotina das pessoas. Não quer dizer que não tenham utilidade ou que não sejam convenientes, apenas, que não têm o impacto inflacionado previsto ainda na época da bolha da Internet. No entanto, a reorganização interna dos serviços, como consequência (e não como motor da transformação) da introdução das tecnologias de informação e comunicação nos procedimentos administrativos, conhecido como processo de inovação inversa (inverse innovation), pode dar frutos a médio e longo prazo no que se refere à produtividade e à eficácia dos serviços públicos.