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Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses

by em 05/12/2009

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Neste fim de semana está reunido em Viseu o XVIII Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.

Do programa vejo que há debate e apresentação de conclusões sobre:

  • Autonomia do Poder Local
  • Transportes
  • Turismo
  • Delimitação de competências entre Estado, Regiões Autónomas e Municípios
  • Regime de ocupação de espaços público e privado dos Municípios
  • Participação dos Cidadãos nas decisões municipais
  • Finanças Locais
  • QREN
  • Educação
  • Rede Hidrográfica
  • Áreas Portuárias
  • Liquidação e cobrança de impostos
  • Recursos Humanos
  • Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento
  • Assuntos internacionais
  • Protecção Civil
  • Gestão de Pessoal
  • Contratação Pública
  • Defesa do Consumidor e
  • Julgados de Paz
  • Saúde
  • Acção Social
  • Inclusão Social

Não vi uma linha sobre inovação, modernização administrativa, estratégias para melhorar o atendimento, balcão único, digitalização, governo electrónico, estratégias verdes e/ou amigas do ambiente, reengenharia de processos, etc.…

Em suma, gostava de ver discutido pelos autarcas deste país qual o papel que as tecnologias e as soluções podem desempenhar na melhoria da gestão autárquica. Garanto que haveriam conclusões interessantes a apresentar.

Um pequeno inquérito que fiz em tempos mostrava que “46% dos candidatos a autarcas diz que sim às TIC, mas só porque acho que lhe fica bem e 23% não liga muito às TIC”. Vale o que vale, mas que é um indicador, é.

Se calhar também é culpa da indústria que não tem sido capaz de apresentar soluções integradas, competentes e inovadoras.

Contra mim falo. Mas estamos a trabalhar nisso com afinco.

Um Comentário
  1. Hugo,
    Antes de ler todo o teu post, lia os temos do programa, porque tinha curiosidade se haveria alguma linha sobre a E-Government.
    Não foi com espanto que verifiquei que neste Fórum, estas questões não foram abordadas.
    Infelizmente ainda estamos no tempo, em que a qualidade de vida é igual à infra-estrutura física, e enquanto esta visão não se alterar, as autarquias continuam a descurar as questões da modernização administrativa, como um pilar importante para o aumento da qualidade de vida dos cidadãos e das empresas. Felizmente há bons exemplos e o pelouro até é mesmo dirigido pelo Presidente da Autarquia.
    Penso que o mercado está a trabalhar bem, ou seja, o problema não é a tecnologia, o problema é a estratégia e a visão redutora.
    Ainda estamos na era do betão Hugo! Mas não podemos baixar os braços para que esta situação se inverta.
    Abraço,
    NS

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