A total desmaterialização de processos pode ser uma das medidas que mais repercussões podem ter no aumento da produtividade e diminuição de custos. Tal facto não é novo e não apresenta um princípio que todos os departamentos de sistemas de informação municipais não tentem há anos colocar em prática nas Autarquias Locais.
Muitas Autarquias têm já ferramentas de desmaterialização de processos, contudo, afigura-se uma tarefa complicada levar a desmaterialização a todas as áreas. A cultura da impressão e do arquivo ainda persiste. Penso até, que este é um dos processos de mudança mais lentos na AP, pois há sempre alguém pronto a não resistir ao apetecível botão “imprimir”. Seria desejável, que este hábito fosse alterado e a desmaterialização fosse total.
Em conjunto com a desmaterialização, é também muito importante que sejam levantados e definidos os fluxos de trabalho (Workflows) que cada processo deve percorrer, esclarecendo a responsabilidade dos seus intervenientes.
As vantagens da desmaterialização não ficam só pela redução de custos, vão mais além:
- Aumentos de eficiência e produtividade;
- Disponibilidade;
- Segurança;
- Obtenção de indicadores para optimização da gestão;
- Identificação clara da responsabilidade de cada interveniente;
- “Amigo do ambiente”;
- Inexistência de espaço físico para arquivo;
- …
Nesta matéria, existem algumas barreiras legais, que não possibilitam por exemplo, a notificação aos cidadãos através de meios electrónicos. Será necessário pensar numa solução que alternativa às cartas registadas com aviso de recepção, que representam também um custo para as autarquias (e-notificação). Os próprios CTT já se prepararam para a mudança, nomeadamente com o projecto Viactt.
O recurso à desmaterialização de processos é portanto uma boa forma de reduzir custos na AP, sendo por isso importante continuar a mudança.














