Apresentação Pública do Parquímetro Digital com fiscalização informada


Foi com uma grande satisfação que vi – finalmente – ser apresentado, no dia 30 de Junho, o projecto do parquímetro digital desenvolvido pela Link a partir de uma ideia comum de como as autarquias e empresas municipais podem melhor cumprir a sua função de regulador dos espaços públicos de estacionamento.

De facto, a Link dispunha já de uma estratégia de cartões inteligentes denominada SmartCITIES, que permite a desmaterialização dos pagamentos com multi-operadores e multi-serviços (desde serviços municipais até aos diversos transportadores de uma autarquia, integrado com os parques abertos, ou fechados). Esta oferta da Link permitiu alavancar um conceito inovador de Fiscalização Informada que pode elevar os niveis de receita e de melhor cumprimento das obrigações dos municipios ou empresas municipais com funções de gestão do estacionamento.

Não há nada pior que prevaricar e não haver sanção, estacionar sem pagar e não haver multa ou coima. Amanhã à hora de estacionar posso ter uma opinião diferente :-).

Agora mais a sério, perante um infracção, se houver normalmente uma sanção, acreditem que as pessoas, os autombilistas, começam a cumprimr genericamente a sua obrigação de pagar o estacionamento. Agora, num cenário em que a probabilidade de ser apanhados é baixa, então o “crime compensa”. E isso não gera receita, não dá credebilidade e não cumpre o objectivo de regular o estacionamento publico pela via da tarifa. É o pior dos cenários, onde apenas a força das “multas” disfarçam o baixo nivel de receitas que os municipios ou as empresas municiais normalmente têm nesta actividade.

E afinal o que é a Fiscalização Informada e como é que ela ajuda?

É simples. Vejamos com um exemplo: Sabe-se que na zona do Saldanha, em Lisboa, durante as horas de expediente, raramente há lugares vagos de estacionamento. Ou seja, se nesse momento, houver menos que 90 a 95% dos lugares de estacionamento, coberto por um talão de estacionamento válido, então é seguro dizer que:

  • Há fraude,
  • Não está a ser cumprida a função de regulação do estacionamento,
  • Há receita perdida pela autarquia ou empresa municipal e;
  • A imagem da autarquia ou da empresa Municipal é afectada pela perda de credibilidade na sua acção.

Então este conceito de Fiscalização Informada, permite que uma base de dados central que receba informação dos parquímetros sobre a emissão de talões de estacionamento (com hora de emissão e tempo de validade), possa rapidamente informar sobre o número de talões válidos em cada momento e para cada parque. Se o diferencial entre a ocupação “expectável” e o número de talões válidos for maior de um valor aceitável (p.ex 10%) então é altura para informar as equipas de fiscalização da maior probabilidade de “fraude” neste parque.

Ou seja, com o mesmo número de fiscais, e com mecanismos de eficiência como este da Fiscalização Informada, pode uma autarquia ou empresa municipal melhorar (bastante) a sua operação com ganhos de receita, indutor de credebilidade do operador e melhor regulação da função estacionamento da zona. Afinal de contas, estas são as razões existência do estacionamento tarifado.

O exemplo real de uma capital de distrito mostra que o retorno de investimento para o Parquímetro Digital é conseguido ao final de 6 meses. Notável.

É o somatório destas funcionalidades, que constitui o projecto do parquímetro digital da Link e que promete revolucionar que o panorama dos serviços integrados em torno de cartões multi-serviços, e de parquímetros mais e melhores integrados com um sistema de informação de apoio à gestão municipal.

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