E se as autarquias usassem videoconferência?


Hoje, no Público, o deputado Jorge Sanches, do PS, perguntava “E se em vez do carro e do avião, o Estado usasse a videoconferência para reuniões?”.

A questão é simples, e os resultado seriam seguramente importantes em termos de redução de custos (financeiros) e poupança de recursos (energéticos).

Nos tempos que correm não é displicente.

E nas autarquias?

Eu, aqui, lanço a mesma pergunta com a variante autárquica.

Se as autarquias usassem os serviços de videoconferência para seu uso interno e para o contacto regular, permanente, que estas mantém com os órgãos centrais.

É sabido que a esmagadora maioria das autarquias tem dezenas (em alguns casos, centenas) de edifícios por onde estão espalhados os diferentes serviços municipais. De cada vez que é necessário um contacto mais directo, ou uma diligência, lá vai um funcionário palmilhar centenas de metros, ou então, motorista e carro, para ir aos paços do concelho, ou a outro serviço.

Uma conta rápida (e conservadora) diz-nos que se podem ganhar mais de 150.000 horas de trabalho nas autarquias se se optasse por reduzir o tempo de deslocações através de videoconferências.

150 autarquias x 5 diligências por dia x 2 pessoas (técnico e motorista) x 2 horas = 3.000 horas * 180 dias = 150.000 horas.

E ainda não estão aqui estimados a redução de custos directos de transportes e combustíveis.

Soluções tecnológicas?

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Soluções tecnológicas há muitas, mas deixo aqui esta referência para vossa consideração. Comunicações Unificadas.

Outras estratégias para a redução de custos nas autarquias

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One thought on “E se as autarquias usassem videoconferência?

  1. Caro Hugo,

    Essa é uma das mais lógicas medidas para implementar em Portugal (não só no sector público como no privado). Para funções eminentemente administrativas acredito que a tecnologia de informação (ex.: teletrabalho) permitiriam que um funcionário trabalhasse em casa um dia (útil) por semana – imagine-se, por exemplo, os benefícios da redução de automóveis em hora de ponta. A mudança de mentalidade das chefias é que é difícil, dado que acreditam que o seu olhar soberano e directo sobre o funcionário é um incentivo ao trabalho árduo e eficiente. A actual crise poderá ter o condão de obrigar as pessoas a sair das suas zonas de conforto na procura de aumentos de eficiência …

    Luís Silva

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