Cidadania 2.0: Disse que não disse


Disse que não disse: Arquivo de tweets apagados por representantes políticos

Logo do Disse Que Não Disse

Baseado no projecto Politwoops criado na Holanda pela Open State Foundation, este projecto mostra os tweets apagados por representantes políticos portugueses.

Sim, porque “até mesmo os políticos postam coisas de que se arrependem mais tarde, sejam gaffes sejam pequenos erros”.

(Pode encontrar aqui mais informação sobre o projecto original. O texto está em holandês, mas deverá ser possível ficar com uma boa ideia da mensagem colocando o texto numa ferramenta de tradução.)

Este é um daqueles projectos que existe graças a código que foi originalmente criado aberto para que pudesse ser aproveitado por outras pessoas, levando a ideia, neste caso, até outros países (e já são mais de 30).

Página inicial do "Disse que não disse"

 

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Cidadania 2.0: Histórias de gastos públicos


Histórias de gastos públicos: Os gastos públicos em prespetiva

Sem Imagem

Ideia

Acabei de ler que a Open Knowledge Foundation lançou mais um fantástico projeto, o Spending Stories.

O Spending Stories é um projeto que, recorrendo a dados abertos, põe em perspetiva quantias que lá sejam introduzidas. Num exemplo apresentado, quando dizemos que o programa de refeições escolares custa £6 milhões, pode valer a pena perceber que esse valor é um quinto dos gastos anuais com a monarquia britânica. No final do texto vem claramente referido o facto de ser um projeto desenvolvido em código aberto que a organização encoraja (e até ajuda) a alargar a outros países.

Seria interessante criar uma versão destas para Portugal, não? E para o Brasil? Afinal, se nos gabamos de já começarmos a ter bastantes dados abertos, temos mesmo é de os utilizar. E como muito do trabalho já está feito… Voluntários?

Spending Stories

Cidadania 2.0: Demo.cratica


Demo.crática: Demo.cratica é uma forma fácil de ler sobre os deputados e o Parlamento Português

O Demo.cratica é um projecto independente, livre e autónomo dedicado a oferecer uma nova visão sobre o Parlamento Português.

O Demo.cratica surgiu como ideia e começou a ganhar forma na Open Data Hackathon, um evento anual internacional que propõe um dia dedicado a um “sprint” de trabalho e reflexão sobre a informação pública e formas de a analisar e publicar. Para corresponder a esta data, foi organizado no Hacklaviva um fim-de-semana inteiro onde foram idealizadas e desenvolvidas formas de localização geográfica, documentação, filtragem e catalogação dos dados públicos.

Demo.cratica - visualização calendário

O uso de software livre e de formatos livres é uma parte fundamental do Demo.cratica. Recorrendo a excelentes ferramentas livres, foi possível recolher e processar a informação pública para que ela possa ser re-publicada em formatos livres. Ao mesmo tempo, toda a concretização prática do Demo.cratica foi possível graças ao uso integral de software livre. De forma a retribuir o esforço das pessoas e entidades que libertaram estas ferramentas, bem como compartilhar do seu espírito de comunidade e curiosidade, o Demo.cratica é também disponibilizado como software livre.

Ao longo de 9 meses, o Demo.cratica foi ganhando a forma com a qual é agora apresentado. Enquanto que os esforços na sua concepção e concretização foram muito significativos, o custo material da sua realização foram sensivelmente 30 euros — o custo do registo do domínio cratica.org (bem como .com e .net). Entre os vários benfeitores, a unimos.net cedeu-nos solidária e generosamente o alojamento e apoio técnico necessário, e a Gesto CRL cedeu-nos o espaço físico que permitiu organizar os Transparência Hackdays.

Tendo em conta as incontáveis horas e atenção dedicadas ao projecto, e considerando a mão-de-obra, planeamento e custos não financeiros envolvidos, atrevemo-nos a estimar que o seu valor e hipotético custo real seja não menos do que 50 000€. E é por ter um valor tão relevante que o decidimos dar.

Ainda há trabalho por fazer: o principal objectivo é conseguir processar e disponibilizar as transcrições da AR desde 1976. Também há muitos pormenores no site que queremos afinar.

Princípios

Livre acesso sem restrições
O Demo.cratica é, e será, um website de acesso livre e gratuito. No Demo.cratica não há, nem haverá, lugar a anúncios pagos ou conteúdos restritos.

Software livre
O Demo.cratica é integralmente construído com recurso a software livre. E seguindo o seu espírito, o código fonte do website é também software livre, permitindo a qualquer pessoa a sua análise, modificação e redistribuição segundo os termos da licença livre AGPL.

Neutralidade
Não existe qualquer edição ou manipulação de conteúdos no Demo.cratica, para além da redacção e remoção de elementos secundários das transcrições.

Quem
A concepção e autoria do website é da Manufactura Independente, um estúdio de investigação de metodologias livres no design, composto por Ana Carvalho e Ricardo Lafuente. A Manufactura Independente é responsável pela manutenção do site, processamento de conteúdos, design do interface e estruturas de informação.

As entidades envolvidas neste projecto são:
—  Hacklaviva, um espaço de emancipação tecnológica (hackerspace) baseado no Porto.
—  Transparência Hackday Porto, um núcleo surgido no Hacklaviva dedicado à libertação e análise das bases de dados de informação pública. O Demo.cratica incorpora o trabalho de extracção e processamento de informação dos deputados realizado no Transparência Hackday.
—  Unimos.net, associação baseada na Nazaré, dedicada ao desenvolvimento, investigação e implementação de redes sem-fios comunitárias; a Unimos.net associou-se solidariamente ao Demo.cratica fornecendo a certificação de identidade SSL e o alojamento e apoio tecnológico necessário.

Como
Tecnicamente, o Demo.cratica consiste em duas partes: um conjunto de ferramentas de extracção, análise e catalogação da informação pública, e um website para mostrar essa informação de uma forma simples e eficaz.

O Demo.cratica existe graças ao trabalho levado a cabo no Transparência Hackday Porto, onde têm sido desenvolvidas formas de organizar, compreender e catalogar bases de dados de informação pública em Portugal. É no Transparência que foram criadas as bases de informação individual dos deputados que o Demo.cratica utiliza nas suas páginas de informação. Grande parte das ferramentas de extracção acima mencionadas também foram criadas nos Transparência Hackdays Porto. As pessoas envolvidas neste esforço são (em ordem alfabética) Ana Carvalho, Cláudia Amorim, Eduardo Morais, Pedro Rodrigues, Ricardo Lafuente, Sara Moreira, Tiago Assis, Victor Cardoso e Vítor Silva.

Cidadania 2.0: Quanto pagas de renda em Coimbra?


Quanto pagas de renda em Coimbra?: Este website permite recolher informação sobre as rendas dos quartos e casas de Coimbra

rendas1

Este website permite recolher informação sobre as rendas dos quartos e casas de Coimbra. O objectivo é fornecer dados e estatísticas sobre os preços das rendas, que ajudem os cidadãos a tomar melhores decisões e analisar a realidade imobiliária da cidade.

Sabemos que o preço das rendas de uma cidade dependem de muitos factores para além da localização e topologia, mas queremos começar com uma recolha simples que nos permita ter rapidamente um número de dados suficiente para caracterizar as diferentes zonas de Coimbra.

Em qualquer momento, pode fazer download de todas os dados recebidos no formato CSV.

Escolhemos usar códigos postais porque, embora identiquem uma localização precisa da cidade, garantem que os dados submetidos são anónimos (não permitem distinguir uma moradia específica, por exemplo). A localização das ruas correspondentes aos códigos postais foi obtida automaticamente e, portanto, incluem alguns erros.

Este é um projecto desenvolvido no Improve Coimbra, um evento mensal com o objectivo de encontrar e implementar soluções para melhorar Coimbra.

O código fonte está disponível no GitHub.

Cidadania 2.0: CycleOurCity


CycleOurCity: Um planeador colaborativo de deslocações de bicicleta na área de Lisboa

Página inicial do Cycle Our City

O CycleOurCity trata-se de um planeador de deslocações de bicicleta na área de Lisboa. Este sistema teve origem no trabalho de Mestrado do Nelson Nunes, no âmbito de um projecto de investigação no Instituto Superior Técnico e INESC-ID

Este sistema é um sistema colaborativo e por isso envolve os próprios utilizadores de bicicleta para tomar maior conhecimento sobre a rede viária, de modo a devolver melhores trajectos aos seus utilizadores. Desta forma, é pedido aos utilizadores para classificarem os troços que conhecem de acordo com escalas de inclinação, segurança e tipo de pavimento.

Um percurso no CycleOurCity e o menu de opções

Vemos o CycleOurCity como um projecto que unirá a comunidade de pessoas que usam a bicicleta numa cidade. Permitindo que quem conhece alguns bairros como a palma da sua mão torne essa informação útil a outros utilizadores de bicicleta na mesma cidade.

Para mais informação, consulte a dissertação de Mestrado que deu origem ao CycleOurCity.

Cidadania 2.0: publicos.pt


publicos.pt: Uma ferramenta open source para empresas e cidadãos facilmente usarem dados públicos portugueses

logo_big

Uma ferramenta online onde empresas e cidadãos podem tirar proveito de 3 bases de dados públicas portugueses:

  • contratos e concursos públicos
  • deputados da Assembleia da República
  • leis portuguesas

 

publicos.pt - Gráfico de contratos

 

O publicos.pt está sincronizado com os dados oficiais com um erro máximo de 24h e tem como objetivo ser útil e fácil de usar.

publicos.pt - Gráfico de deputados

 

O publicos.pt apresenta também uma série de análises estatísticas que ajudam a compreender a realidade do nosso país através de indicadores macroscópicos calculados a partir dos dados (microscópicos) existentes.

publicos.pt - Gráfico de leis

O código fonte do site é público (no GitHub) e os seus dados são abertos (aqui).

A secção de Deputados deste site usa dados abertos produzidos pelo projeto demo.cratica.

Cidadania 2.0: DRE Tretas


DRE Tretas: Sistema de procura e armazenamento de Diários da República

Logo do Tretas

Este site disponibiliza uma cópia tão fiel quanto possível do Diário da República Electrónico e visa colmatar algumas lacunas desse serviço oferecendo:

  • partilhar ligações diretas para os documentos publicados
  • uma busca rápida e não demasiado sensível aos termos usados
  • buscas em texto livre
  • feeds que permitem acompanhar a nova legislação que vai saindo
  • avisos por mail de nova legislação.

Caixa de busca no DRE Tretas

Os utilizadores registados podem criar colecções de diplomas. Estas colecções podem depois ser organizadas de várias maneiras por forma a encontrar sempre todos os documentos desejados.

Item no DRE Tretas

Este sistema corre sobre Linux, utilizam-se os seguintes sistemas principais:

  • Base de dados PostgreSQL;
  • Índice feito utilizando a biblioteca Xapian;
  • Interface web feita com Django.

Todo o site foi feito usando software livre (código no GitHub).

A legislação recolhida do ‘dre.pt’ é também disponibilizada para download.

Cidadania 2.0: Queremos Saber


QueremosSaber-logo

Queremos Saber: Site para fazer pedidos de acesso a informações públicas

Em uma democracia, os cidadãos têm direito de saber o que seu governo está fazendo. Por enquanto, temos uma ideia limitada do que nossos representantes fazem. Alguns dados já estão disponíveis nos sites de governo, mas ainda não são suficientes para acompanhar, de fato, as atividades dos políticos eleitos, o que acontece com nosso dinheiro, ou para localizar – e até descobrir – serviços públicos. Este site foi criado pela Comunidade Transparência Hacker e pela Open Knowledge Foundation Brasil para facilitar esse acesso, além de visualizar o quanto as instituições públicas estão cumprindo a sua obrigação de disponibilizar as informações que, afinal, são nossas.

Queremos Saber - página inicial

Você escolhe o órgão ao qual você deseja pedir informações e escreve um pedido, explicando o que deseja saber. Nós vamos enviar o pedido ao órgão responsável. A resposta será automaticamente publicada no site, para que você e qualquer outra pessoa tenham acesso a ela. O site também ajuda os órgãos públicos: como todas as informações ficam disponíveis, isso evita que sejam enviadas as mesmas perguntas mais de uma vez.

Queremos Saber - Formulário para pedido de informação

Queremos Saber é baseado no código do Alaveteli produzido pelo pessoal da MySociety. Alaveteli é um software livre para fazer Pedidos de Acesso à Informações Públicas. Ele pode ser traduzido facilmente para qualquer língua e pode ser adaptado para funcionar de acordo com as leis de cada país.

Para um pouco mais de informação sobre o Queremos Saber, por favor leia aqui.