As políticas de gestão autárquica na construção de um perfil vencedor


Foi realizado recentemente um estudo/mestrado por um aluno da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve sobre o poder local em Portugal com o intuito de estudar os comportamentos e perfis dos presidentes de câmara que estão no auge da sua atividade política.

A dissertação de mestrado é baseada num inquérito online realizado aos presidentes de câmara em Portugal com a finalidade de encontrar o perfil de um autarca vencedor e um estilo de liderança único, de modo a perceber-se como conseguiram estar continuamente no poder desde o 25 de Abril.

O estudo está dividido em três partes distintas.

  • A primeira parte é uma introdução teórica sobre a história do poder local, a sua evolução através dos tempos e como estão instituídas as autarquias em Portugal.
  • A segunda parte é a análise do inquérito online que se realizou junto dos presidentes de câmaras municipais de todos os municípios portugueses, de modo a poder caracterizá-los, tanto a nível pessoal, como profissional e a conhecer os seus métodos de gestão utilizados no dia-a-dia.
  • A terceira parte aborda a gestão autárquica como um meio para atingir o sucesso político que tantos presidentes conseguiram ao longo dos seus mandatos. Nesta secção, analisam-se as contas públicas de cinco autarquias representadas por cada partido político que está no poder autárquico.

Como em ano de eleições autárquicas, toda a informação relativa ao assunto pode suscitar interesse a todos os participantes, o autor da dissertação disponibiliza online uma versão em PDF, no site da Autarquia Digital disponível para download aqui.

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Utilização de TIC na Administração Pública Local em 2011


Logotipo do Observatório da Sociedade da Informação e do Conhecimento

A UMIC publicou os resultados da edição de 2011 dos inquéritos sobre a utilização de TIC na Administração Pública Central, na Administração Pública Regional (Açores e Madeira), e nas Câmaras Municipais. A taxa de resposta a este inquérito foi de 100%.

As principais conclusões são relativamente à Administração Local foram:

  • Todas as Câmaras Municipais dispõem de ligação à Internet:
    • 99% com larguras de banda superiores ou iguais a 2 Mbit/s.
    • 43% das Câmaras Municipais têm ligações com larguras de banda iguais ou superiores a 16 Mbit/s.
  • 37% dos trabalhadores das Câmaras Municipais utilizam regularmente a Internet.
  • 72% das Câmaras Municipais têm políticas internas de acesso generalizado à Internet.
  • A Internet é fundamentalmente utilizada para atividades de procura e comunicação de informação: procura e recolha de informação/documentação (99%), correio electrónico (98%), troca electrónica de ficheiros (98%), comunicação externa com outros municípios, juntas de freguesia e organismos da AP Central (91%), consulta de catálogos de aprovisionamento (88%), acesso a bases de dados (87%), interface com o cidadão (82%).
  • As atividades realizadas através da Internet que mais cresceram nas Câmaras Municipais foram: compras electrónicas (68% das Câmaras Municipais); venda de bens e serviços (33% das Câmaras Municipais).
  • Os principais serviços disponibilizados em sítios de Câmaras Municipais na Internet são:
    • download e impressão de formulários (94%);
    • consulta pública pela Internet (82%);
    • correio electrónico (80%);
    • subscrição de newsletters pela Internet (70%);
    • sistemas de Informação geográfica / mapas interativos (62%);
    • pedido de recolha de lixo, limpeza de ruas (44%);
    • serviços de biblioteca online (43%);
    • bolsa de estágios e de emprego (39%);
    • preenchimento e submissão de formulários online (39%);
    • apoio ao utilizador (38%);
    • inquéritos aos cidadãos pela Internet (35%);
    • acompanhamento de processos de obras particulares (29%).
  • 57% das Câmaras Municipais utilizaram comércio electrónico para efectuar encomendas.
  • 47% das Câmaras Municipais declaram que os seus sítios na Internet satisfazem pelo menos o “nível A” das diretrizes de acessibilidade para cidadãos com necessidades especiais do W3C.
  • 20% das Câmaras Municipais declaram que os seus sítios na Internet satisfazem pelo menos o “nível AA” das diretrizes de acessibilidade para cidadãos com necessidades especiais do W3C.
  • Respectivamente 73%, 68% e 48% das Câmaras Municipais usam software de código aberto para os sistemas operativos, para os servidores de Internet e para outro tipo de aplicações.
  • Quanto a segurança informática:
    • 99% das Câmaras Municipais usam software antivírus,
    • 95% usam firewall,
    • 91% usam filtros antispam,
    • 53% utilizam servidores seguros,
    • 40% asseguram cópias de segurança dos sistemas de informação em locais exteriores.

Sociedade da Informação nas autarquias em 2010


UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP

A UMIC publicou no dia 1 de Março os resultados da edição de 2010 dos inquéritos sobre a utilização de TIC na Administração Pública Central, na Administração Pública Regional (Açores e Madeira), e nas Câmaras Municipais.

A principal conclusão é que todas as Câmaras Municipais dispõem de ligações à Internet. As ligações têm larguras de banda superiores ou iguais a 2 Mb/s em 84% dos organismos da Administração Pública Central, 78% dos organismos da Madeira, 54% dos organismos dos Açores e 92% das Câmaras Municipais.

Mas há outros dados ingualmente interessantes, no que diz respeito ao uso das TIC nas autarquias. O documento com todos os dados pode ser consultado aqui.

Anuário Financeiro dos Municípios de 2007


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A Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas apresentou na semana passada o V Anuário Financeiro dos Municipios, com dados de 2007, da autoria de João Carvalho, Maria José Fernandes, Pedro Camões e Susana Jorge da CTOC.

É um documento importante para conhecermos melhor a realidade financeira (e não só) dos municipios.

Alguns dados interessantes.

Estabelece uma escala dos 308 municipios que pode (deve) servir para segmentar o mesmo universo noutros estudos e entidades.

  • Municipios pequenos (até 20.000 habitantes): 180
  • Municipios médios (até 100.000 habitantes): 105
  • Municipios grandes (mais de 100.000 habitantes): 23 municipios

E dá alguns rankings interessantes (se bem que, em ano eleitoral, os mais interessantes estão ordenados alfabeticamente).

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Smart 2020 em Portugal e as Autarquias


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A APDC realizou um estudo que pretende projectar o papel das TIC numa estratégia de sustentabilidade de longo prazo denominado Smart 2020 Portugal, onde, naturalmente, também elabora sobre o papel das Cidades nesta estratégia.

O Estudo pode ser encontrado aqui, e aconselho uma especial leitura na componente das Smart Cities. Diz lá que as Cidades e as TIC tem um papel crucial em duas vertentes chave:

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